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Raio que o parta

Postado por JR Malia em 13/nov/2017

Futebol barato

Fracasso de Palmeiras e Flamengo deve ser atribuído à incompetência para montar um elenco. Bom e barato como o Corinthians é conversa fiada

Pouco depois de sua senhoria, o assoprador de latinha Dewson Fernando Freitas da Silva, apitar o final de Corinthians 1 x 0 Avaí, vitória que praticamente assegurou o heptacampeonato brasileiro à Fiel, uma pergunta passou a percorrer com intensidade os botequins da vida e as mesas-quadradas dos entendidos nas TVs, rádios e redes sociais: vale a pena investir muito dinheiro em reforços e levar chapéu do primo pobre na corrida pelo caneco?

Explica-se: Palmeiras e Flamengo torraram mais de R$ 150 milhões em contratações e fracassaram aos pés de um clube que aplicou algo em torno de R$ 15 milhões em aquisições de atletas por estar de pires na mão. A discussão ganhou mais efervescência após o mandachuva e raios do Corinthians, Roberto de Andrade, adicionar um contêiner de veneno ao debate.

Ainda no Itaquerão, minha casa minha vida, o cartola disparou: “Teve time que gastou R$ 100 milhões e não ganhou nada. Eu não gastei e estou na frente.” Tiro livre mais que direto no coração palmeirense. Colocou o coirmão para dançar a tarantela. Tudo bem, quem está por cima sempre canta de galo, posa de arauto da verdade. Mas o raio que o parta raramente cairá duas vezes no mesmo lugar.

O bom e barato é exceção à regra. Só aparece no vácuo da incompetência alheia. Ou seja, o problema não é investir, é queimar dinheiro em chuteira de bico para lá de duvidoso. Sem um mínimo de planejamento. Sair por aí com um cheque em branco, gastando a torto e a direito, às cegas.

Aplicar, como o gerente palmeirense Alexandre Mattos, o ex-Mittos, em atletas tipo Juninho, Egídio, Fabiano, Antonio Carlos, Mayke, Roger Guedes, Michel Bastos, Deyverson, Erik, Bruno Henrique e até Felipe Melo, dono de um custo/benefício de craque sem nunca ter sido (R$ 350 mil de salário, R$ 20 mil por partida e R$ 8 milhões de luvas). Pobre tia Leila!

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Gato mestre.
Extenuados de tanto trabalhar, nossos imperecíveis parlamentares resolveram esticar o feriado em uma semana. Sai da rede, Brasil!

Vassourada.
Revoltados com o desempenho do time nos últimos jogos (uma vitória, um empate e três derrotas), torcedores do Flamengo lançaram manifesto nas redes sociais exigindo uma limpeza no elenco. Eles querem a saída dos jogadores Marcio Araújo, Pará, Rafael Vaz, Gabriel e Alex. Também cobram uma visita ao RH do preparador de goleiros Vitor Hugo, do gerente Mozer e do diretor Rodrigo Caetano. A folha de pagamentos das chuteiras rubro-negras gira em torno de R$ 10 milhões.

Rosamundo, o pensador.
Cinquenta por cento de desconto muda o humor de qualquer pessoa.

Je t’aime.
O ‘professor’ Unai Emery atravessa momento esplendoroso no Paris Saint-Germain. Além de viver às turras com a maior estrela do time, o brasileiro Neymar, o treinador recebeu animadora mensagem da cartolagem. Se o PSG for eliminado da Champions antes das semifinais, tchau querido. Dois nomes já pintam como prováveis substitutos: Antonio Conti, o italiano do Chelsea, e José Mourinho, o gajo do Manchester United.

Zé Trovão.
Corinthians em crise: apenas 99% de chances de conquistar o heptacampeonato. Fora Carille!

Nero, o democrata.
Mandachuva e raios do Circo Brasileiro de Futebol, o imperador ostentação Del Nero é um dos cartolas mais democráticos do país. Tanto que decidiu ampliar de cinco para oito o número de vices a partir de abril do próximo ano, quando deverá se reeleger por aclamação para mais um mandato. Um deles será o badalado Rogério Caboclo, absolutamente desconhecido por jogadores, ‘professores’ e torcedores. O tetracampeão do mundo Mauro Silva pode ser aquinhoado com uma vice-presidência, já que anda muito ligado ao mundo da cartolagem.

Dona Maricota.
Além de ganhar reajuste salarial do Manchester City (o dindim deverá subir de R$ 300 mil para R$ 430 mil por semana), o menino Jesus embolsará uma boa grana da Vivo. O ‘alô mãe’, comemoração do garoto após marcar um gol, vai virar peça publicitária. Jesus ainda acertou um contrato com o Guaraná Antártica e fechará mais dois até a Copa da Rússia, em 2018. Paulinho, do Barça e da amarelinha desbotada, também assinou com a Vivo.

Dedo de prosa.
O ‘professor’ Rogério Ceni receberá R$ 150 mil por mês no Fortaleza, mais comissão da venda de produtos licenciados com sua marca.

Troféu Zé do Caixão.
O Santa Cruz queima no inferno astral: rebaixado à Série B em 2016, caiu agora para a terceira divisão do Brasileiro. Trocou quatro vezes de ‘professor’ (Vinícius Eutrópio, Adriano Teixeira, Givanildo Oliveira e Marcelo Martelotte), mas não adiantou. Fora de campo, o Santinha encara uma terrível crise financeira. Menção honrosa: Náutico. Vai fazer companhia ao coirmão na Série C. E o pódio de ouro pode ter Sport, ameaçado de degola na elite. A torcida pernambucana não merece tanta bola nas costas.

Ding-Dong.
Apenas quatro times lideraram o Brasileirão: Bahêa (primeira rodada), Grêmio (segunda), Chape (terceira) e Corinthians (desde a quinta).

Na boca da mídia.
Do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’: “Um dos destaques do Brasileiro é Hernanes, um ambidestro completo, raro, que dribla, passa, domina a bola e finaliza bem com os dois pés. Ele é também, no Brasil, um raro meio-campista, por atuar, com eficiência, de uma intermediária à outra. É volante e meia. Além das qualidades técnicas, Hernanes possui um mundo particular, criativo e onírico, uma mistura de filósofo e poeta.” Fato.

O povo quer saber.
Neymar, um bebê chorão de 25 anos?

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Imagem:  Carlos Navarro
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