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Mizipedia: olha a cabeleira do Zezé. Será que ele é bicha?

Postado por Rosana Miziara em 09/fev/2018

olha a cabeleira

Corta ou não ou cabelo dele? Corta ou não esse tipo de marchinha do repertório do carnaval do século 21?

“Quem animava os foliões eram as marchinhas de carnaval. Alegres e fáceis de aprender, elas exprimem espírito das festas de rua ao mesmo tempo em que fazem crônicas breves de seu tempo, se incorporando à cultura musical do país. Desde as primeiras composições, na década de 1920, as estrofes eram cheias de duplo sentido,  deboches e, em alguns casos, preconceitos. Não havia temática proibida à época, quando o assunto eram as marchinhas de carnaval, o que valia eram a criatividade e a brincadeira. As canções eram como cartuns, uma maneira rápida e vívida de cristalizar um aspecto engraçado ou paradoxal de uma situação qualquer. Naquele período, ninguém tinha noção do politicamente correto, o feminismo estava nascendo e o racismo era velado. No entanto, as pessoas sabiam que existiam esses preconceitos, mas foram noções que se desenvolveram com mais clareza no século 21. Rosa Araújo, historiadora e pesquisadora de marchinhas de Carnaval, entende que as marchinhas de carnaval ainda vão animar por muitos anos os foliões. “Elas são eternas, um patrimônio nacional. Serão sempre bem-vindas, pois retratam a história do Brasil”, crê.

Entre as marchinhas mais conhecidas com viés preconceituoso, estão Cabeleira do Zezé — em que a homofobia está presente ao se perguntar se o “Zezé” é “transviado” e mandando cortar seus cabelos.

Aliás, Zezé, o da cabeleira, era um garçom que fazia sucesso com as mulheres, nada tinha de gay, segundo palavras do João Roberto Kelly, o autor também de Maria Sapatão.

Fonte: revistaforum.com.br

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