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Lá vem a velha história (parece que não aprendem)

Postado por Claudio Arreguy em 11/jan/2018

libertadores

“É bom destacar que pelo menos dois argentinos vêm fortes para a disputa. Os papões Boca Juniors e River Plate, que reforçaram os bons times de que já dispunham”

Começa daqui a poucos dias a 59ª edição da Libertadores, competição que virou obsessão dos clubes brasileiros – mais até, em ótica infeliz e equivocada, do que conquistar o título nacional. E a exemplo dos outros anos, grande parte da imprensa e da torcida batem no peito a proclamar o favoritismo dos times deste nosso país continental.

Alto lá! Tudo bem que o Grêmio é o atual campeão – aliás, tri. Mas, para isso, é preciso superar etapas. E nunca é demais lembrar que, entre 2014 e 2016, nenhum representante da bancada brasuca chegou sequer à decisão. Mesmo com o favoritismo que proclamávamos do lado de cá das fronteiras com as nações de língua hispânica.

Grandes forças, sim. Não podemos desconsiderar o poderio do mesmo Grêmio, de Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Cruzeiro – o Santos, pelo menos por enquanto, encaramos com reserva. Essa turma pode ganhar a companhia de Vasco e /ou Chapecoense. Mas a dupla depende do funil da Pré-Libertadores, com pedras no caminho, que tenham consciência disso.

É bom destacar que pelo menos dois argentinos vêm fortes para a disputa. Os papões Boca Juniors e River Plate, que reforçaram os bons times de que já dispunham e têm de ser encaixados pelo menos no mesmo plano dos potentados verde-amarelos. De qualquer forma, dá para prever disputa das mais acirradas.

Em defesa do título, o Grêmio pegou aparentemente a chave mais tranquila para os brasileiros. No Grupo 1, dos gaúchos, o paraguaio Cerro Porteño e o uruguaio Defensor precisam ser encarados com respeito, mas não temor. O venezuelano Monagas entra na categoria da zebra.

O Flamengo tem grupo respeitável de jogadores e volta a ser dirigido por Paulo Cezar Carpegiani, que o levou ao título de 1981. Mas o grupo rubro-negro, o 4, tem o poderoso River Plate, o equatoriano Emelec, que já causou estrago aos cariocas na competição, e, dependendo da Pré-Libertadores, pode receber o perigoso colombiano Independiente Santa Fé. Outro desafio para o Fla é evitar o vexame de edições anteriores.

No Grupo 5, o Cruzeiro é temido pelos rivais. Mas tem de dedicar o mesmo sentimento ao Racing e não pode se descuidar da Universidad de Chile. Além de saber que os resultados das fases preliminares podem lhe deixar o Vasco no caminho. A Raposa nunca parou na primeira fase. Desafio a mais para o reforçado grupo, que exigiu vultoso investimento do clube e será muito pressionado a dar grandes resultados.

O Santos, com Jair Ventura à frente, ainda carece de reforços. Por isso é ora encarado com reservas. Um dos seus adversários no Grupo 6 é o indigesto Estudiantes. Outro, o peruano Real Garcilaso, com a altitude de quase 3.400m de Cusco. O terceiro será definido na Pré e pode ser mais um representante brasileiro: a sempre traiçoeira Chapecoense.

Na medida do possível, o Corinthians supriu bem a saída de Pablo, Arana e Jô, mas a equipe já é conhecida e a competição tem obstáculos no caminho. No Grupo 7, o adversário mais forte é o Independiente, mas não dá para desprezar o colombiano Millonarios nem os 2 mil metros de altitude de Bogotá. A zebra aí é o venezuelano Deportivo Lara.

No Grupo 8, dois gigantes sonham alto e se reforçaram para isso: Palmeiras e Boca Juniors. São favoritos, mas nunca é demais tomar certas precauções com o peruano Alianza e com o quarto participante, que pode ser o tradicional paraguaio Olimpia. O alviverde, agora sob a direção de Roger Machado, será muito pressionado por sua torcida, diante dos investimentos.

Finalmente, Chapecoense e Vasco, a dupla da Pré. Os catarinenses duelarão com o tradicional Nacional-URU. Se passarem, lutarão pela vaga na chave de grupos com o argentino Banfield ou o equatoriano Independiente del Valle, vice-campeão em 2016. Ultrapassando o funil, pegarão Santos, Estudiantes e Real Garcilaso (e a altitude).

Mole também não se apresenta o caminho do Vasco. Primeiro, a chilena Unión Concepción. Segundo, se houver, o boliviano Oriente Petrolero, o peruano Universitario ou outro boliviano, Jorge Wilsterman, que eliminou o Atlético-MG nas oitavas do ano passado e tem a altitude de Cochabamba (acima de 2,5 mil metros) como uma de suas armas. Se avançar, entra num grupo da morte, com Cruzeiro, Racing e Universidad de Chile.

Todo cuidado é pouco, meus amigos. E ainda teremos uma Copa do Mundo no meio do caminho.

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