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Acompanhe:

De vinagre a vinho do padre

Postado por JR Malia em 09/fev/2018

Felipe Melo

O volante pitbull Felipe Melo mudou radicalmente de comportamento. Motivo: antes de a bola rolar,  foi enquadrado pelo Palmeiras. Se aprontar como em 2017, tchau bambino!

É fato: nos quatro jogos em que esteve a serviço do milionário Palmeiras no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, o volante Felipe Melo, 34 anos, contratado no início de 2017, foi um dos melhores em campo. Dominou o setor à frente da zaga, cobriu bem os laterais e distribuiu lançamentos à la Gerson, o ‘Canhotina de Ouro’ da Copa do México, em 1970.

Liderou a equipe e raramente apelou para faltas merecedoras de um cartão. O xodó da torcida palmeirense justificou o salário de R$ 350 mil, mais R$ 20 mil por jogo e luvas de R$ 8,4 milhões (diluídas em parcelas de R$ 700 mil). Uma mudança radical do pitbull em relação à temporada de 2017, quando criou uma série de problemas, brigou com mestre Cuca e chegou a ser afastado do elenco, com direito a carta de recomendação se aparecesse interessado em seu futebol.

No ninho dos periquitos em revista, atribui-se a mudança de vinagre para vinho do padre à boa condição física de Felipe Melo, ao novo esquema tático (4-1-4-1 em vez do 4-3-2-1 de Cuca) e ao bom relacionamento com o ‘professor’ Roger Machado, que ganhou o aval do atleta assim que foi anunciado pela cartolagem como novo treinador.

“Estou falando menos, bem menos. É experiência, né? Eu revi tudo aquilo que fiz no ano passado. É óbvio que a gente vai cometer erros, somos seres humanos, mas não os mesmos erros de 2017. A gente continua sendo autêntico, mas deixando de falar uma coisinha ou outra”, justificou Felipe Melo em seu primeiro papo com a mídia neste ano.

Há, porém, outro fator, certamente o mais importante e decisivo de todos: antes de a bola começar a rolar, Felipe Melo foi chamado para um tête-à-tête com o mandachuva e raios Mauricio Galiotte e o gerente Alexandre Mattos. O volante foi devidamente enquadrado. Nada de chiar nas redes sociais ou ficar de mimimi se sentar no banco de reservas. A hierarquia será mantida a qualquer custo. Se desafiá-la, tchau bambino!

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Gato mestre.
Luciano Huck, o Tiririca com grife global.

Aqui é trabalho.
Em três anos como deputado federal pelo PT, Andrés Sanchez fez 34 discursos, colecionou poucas faltas e não teve nenhum projeto aprovado. O cartola prometeu pedir licença na Câmara depois do carnaval para dedicar-se apenas ao Corinthians.

Darth Vader.
O ínclito Carlos ‘Rolando Lero’ Nuzman também entrou na alça de mira das investigações do Ministério Público que apuram a gastança nos Jogos Pan-Americanos de 2007.

Imperador.
Aos 35 anos, Adriano parece mesmo disposto a voltar ao futebol. O atacante vem malhando diariamente na tentativa de recuperar a forma física perdida há um bom tempo. Para provar as boas intenções, principalmente à torcida do Flamengo, o Imperador publica vídeos e fotos do treinamento. A comissão técnica do Urubu acompanha com muito interesse a evolução do atleta. Adriano jogou pela última vez em 2016, numa passagem relâmpago pelo Miami United. No Brasil, defendeu o Furacão em 2014.

Rosamundo, o pensador.
Quem fica parado é patinete de saci.

Dindim.
Há boas razões para a torcida do soberano São Paulo pegar no pé dos ex-jogadores e agora cartolas Raí, Ricardo Rocha e Lugano se o time continuar patinando, não entrar nos eixos. Os três consomem mensalmente R$ 310 mil. O gerentão Raí embolsa R$ 150 mil, enquanto seus braços direito e esquerdo faturam R$ 80 mil, cada um, para a xepa. Sem contar prêmios, porque ninguém é de ferro.

Reco-reco.
Jogadores do Vasco vão cair na folia mais tranquilos: clube pagou os salários de novembro e dezembro. Restam agora janeiro, 13° e férias, além de alguns prêmios.

Abre-alas.
A definição dos semifinalistas da Taça Guanabara, o primeiro turno do glamoroso Carioquinha, bombou mais que os blocos da Cidade Maravilhosa das balas voadoras. As arquibancadas festejaram com muito confete e serpentina nada menos que um total de 22.591 torcedores nos jogos dos quatro grandes. A arrecadação atingiu estratosféricos R$ 828.350, menos do que o salário do peruano Guerrero no ninho do Urubu. No túmulo do samba, a maionese desandou no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Os jogos envolvendo os quatro integrantes da turma do abre-alas atraíram 60.405 testemunhas, 38 mil a mais que no Carioquinha. E a renda c ravou R$ 3.052.281, ou R$ 2,2 milhões a mais que as solertes chuteiras do Rio.

Tá na rede.
O árbitro de vídeo custa R$ 20 milhões no Brasil porque tem a parte do chefão, do chefinho, do amigão, do amiguinho e… do cafezinho.

Apito amigo.
Irmão camarada de Galvão Bueno há muitos anos, o comentarista de videoteipe de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho ganhou a corrida para a Copa da Rússia. Leonardo Gaciba, Renato Marsiglia e Paulo César Oliveira foram engolidos ‘pelo tempo de casa’ do assoprador de latinha da final do Mundial de 1982, na Espanha. Pode isso, Arnaldo?

Papo de boteco.
Peixe isenta Pelé de pagar camarote no aquário da Vila Belmiro. O empresário EA do Nascimento agradece.

Dona Maricota.
O jóquei Jorge Ricardo, 56 anos, entrou para a história. O brasileiro é o novo recordista mundial de vitórias. Ele coleciona 12.845 triunfos, um a mais que o aposentado canadense Russell Baze. Ricardinho tem mais de 9 mil vitórias na Gávea. Há 11 anos, o jóquei mora na Argentina. Há oito anos, o botafoguense Ricardinho conseguiu a maior vitória de sua vida: venceu um linfoma. O resultado que garantiu o recorde a Ricardinho foi conquistado no Hipódromo de San Isidro.

Troféu Zé do Caixão.
O impoluto Circo Brasileiro de Futebol permitiu a oficialização da maracutaia: a venda de mando de jogos no Brasileirão. A balança da isonomia foi para o brejo. Também se negou a pagar R$ 20 milhões para adotar o árbitro de vídeo, apesar de nadar em dinheiro. Tentou jogar a engenhoca para os clubes.

Ding Dong.
O novamente santista Gabigol conseguirá recuperar o prestígio perdido na Inter de Milão e no Benfica?

Na boca da mídia.
De Sálvio Spinola, ex-juiz e comentarista da ‘ESPN’: “Arbitragem é de responsabilidade da entidade organizadora e não dos clubes. Se a CBF não está preparada ou não tem condições de implantar o VAR, venha a público e fale que não vai utilizar. A arbitragem deve ser independente e autônoma e não passar pelo crivo dos clubes, aos quais cabe exigir legitimidade no resultado e qualificação da arbitragem. A CBF usou os clubes e lavou as mãos. É uma vergonha o que fez. O valor apresentado [R$ 20 milhões] é irreal, um absurdo”. Pôncio Pilatos p erde de goleada.

O povo quer saber.
O Brasileirão fica sob suspeita com o cartão vermelho dado pelos clubes ao árbitro de vídeo?

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jr.malia@bol.com.br

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