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Carille, falso brilhante ?

Postado por JR Malia em 27/out/2017

Carille o falso brilhante ?

Fiel está com uma manada de elefantes atrás da orelha. Time desaba no returno e a faixa de ‘super-herói’ do ‘professor’ pode ir para o vinagre

Que a vantagem na liderança ainda é confortável, ninguém discute, já que faltam apenas oito rodadas para o pontapé final do Brasileirão com cara de Brasileirinho. Mas que a Fiel também está com uma manada de elefantes atrás da orelha, é fato. Depois de um histórico primeiro turno, com a conquista de inacreditáveis 47 pontos (14 vitórias e cinco empates), o Corinthians simplesmente desabou no returno. Em 11 partidas, faturou somente 12 pontos em 33 possíveis (três triunfos, três empates e cinco pauladas).

O time perdeu uma ótima gordura no bico quadrado da chuteira de vários jogadores e na teimosia do ‘professor’ Fabio Carille. Que, se deixar escapar o ‘título mais ganho’ da era dos pontos corridos, iniciada em 2003, trocará o carimbo de ‘super-herói’ pelo de ‘falso brilhante’ no coração da Fiel. Carille cometeu até agora pelo menos sete pecados capitais.

1) Dormiu nas glórias do colchão do primeiro turno. Acreditou que poderia continuar ludibriando os adversários com o mesmo esquema tático (4-2-3-1) por mais 19 jogos. Em nenhum momento pensou num plano B, que poderia ser armado ao longo das paradas do campeonato. Hoje, o Corinthians é um time mais previsível que peru no Natal.

2) Apostou em um grupo sabidamente deficiente. Iludiu-se com o grito de campeão do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, e até ironizou a pecha de quarta força do futebol de São Paulo.

3) Na virada do turno, Carille atingiu o auge do comprometimento com o elenco ao afirmar que o maior reforço para o time seria não perder nenhum atleta na janela de transferências. Kazim, Moisés, Giovanni Augusto e outros ‘craques’ agradeceram. Penhoradamente.

4) Insistiu em manter no time jogadores em péssima fase técnica, como Jádson, Rodriguinho e Romero. O paraguaio completou 22 jogos sem balançar a rede na derrota para o Botafogo.

5) Ao contrário do primeiro turno, a equipe já não apresenta a mesma pegada. As triangulações sumiram, a inteligência desapareceu e o ataque passou a depender de lampejos do centroavante Jô. O time parece ter virado o fio.

6) Carille e alguns jogadores abdicaram da luta por uma vitória para administrar muito cedo a vantagem na tabela. Outros atletas colocaram salto alto por terem cadeira cativa no time.

7) Fiel discípulo de Tite, Carille adotou uma das principais lições do mestre: ‘morrer abraçado’ aos jogadores que o levaram ao topo. ‘Todos por um, eu por vocês’. Que se danem qualidade, desempenho, foco, eficiência… Seja o que São Jorge quiser!

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Gato mestre.
O Grêmio mostrou o tamanho da incompetência de Palmeiras e Peixe, eliminados da Libertadores pelo Barcelona de Guayaquil.

Jogo de cena tricolor.
A cartolagem do soberano São Paulo adora fazer média com a torcida. Prometeu ‘não medir esforços’ para manter Jucilei, 29 anos, no elenco. O meio-campista é um dos xodós da galera e seu empréstimo termina depois do Brasileirão com cara de Brasileirinho. Os chineses do Shandong Luneng já informaram que ficarão extremamente felizes em negociar o atleta para o Tricolor. Exigem apenas R$ 15 milhões pelos direitos de Jucilei. Resolvido esse pequeno probleminha, o São Paulo terá de convencer o volante a reduzir o atual salário, algo em torno de R$ 1 milhão para a xepa (o Shandong paga mais da metade).

Rosamundo, o pensador.
Não há como negar: sexo é uma grande gozação.

Irmãos Metralha.
O dadivoso Eike Batista pode ser envolvido em mais uma caridade: a compra de votos para a Rio-16. Ele era amigo de fé e irmão camarada do ex-governador e hoje presidiário Sérgio Cabral quando a Cidade Maravilhosa das balas voadoras venceu a corrompida corrida olímpica. O jatinho de Eike, por exemplo, levou Cabral e o ex-prefeito Eduardo Paes até Copenhague, local da escolha da sede com cartas marcadas.

Tá na rede.
O Corinthians é como conta de luz: nunca se sabe o que vai acontecer…

Gol de placa.
O Flamengo lançou o projeto ‘Pequenos Rubro-negros’ a fim de atrair a molecada aos jogos da equipe. Na partida com o Bahêa, na Ilha do Urubu, distribuiu 500 ingressos a meninos e meninas de comunidades do Rio – Complexo do Alemão, Morro do Salgueiro, Engenho da Rainha, Morro do Dendê, Vila Aliança… A garotada foi acompanhada dos responsáveis. Muitos entraram pela primeira vez em um estádio.

Dedo de prosa.
“Enquanto o sentimento de indignação não aflorar no Brasil, a gente vai viver no país de merda em que a gente vive” (do ex-técnico de vôlei Bebeto de Freitas – sai da rede, Brasil).

Apito Tour.
Sua senhoria Wilton Pereira Sampaio será o magnânimo representante nacional no apito de vídeo do Mundial de Clubes da mamãe Fifa, entre 6 e 16 de dezembro, nos Emirados Árabes. Sandro Meira Ricci, o aparecido, ficará encarregado de assoprar a latinha, com Emerson de Carvalho e Marcelo van Gasse nas bandeiras.

Ding-Dong.
Renato Gaúcho, do Grêmio, pode entrar para a história como o primeiro brasileiro a ganhar uma Libertadores como jogador e técnico.

Dona Maricota.
Campeão mundial de surfe em 2014 e na briga pelo bi neste ano, o brasileiro Gabriel Medina está na crista da onda: lidera o ranking do dindim distribuído ao longo da competição. Vencedor de duas etapas, Medina já reforçou a poupança em US$ 360 mil (R$ 1,1 milhão). Filipe Toledo, o Filipinho, aparece em segundo, com US$ 293 mil (R$ 950 mil).

Troféu Zé do Caixão.
Se dentro de campo o Vitória vai mal das pernas, liderando o grupo da degola, fora as coisas estão ainda piores. O Leão da Barra deve colocar ponto final no balanço da temporada com um rombo superior a R$ 12 milhões. Apenas os salários do clube baiano devoraram algo em torno de R$ 20 milhões no primeiro semestre. Com números tão gratificantes, o presidente licenciado Ivã de Almeida dificilmente voltará a sentar no trono.

Na boca da mídia.
De Igor Siqueira, no ‘Lance’: “O processo trabalhista envolvendo o técnico Levir Culpi e o Fluminense passou a tramitar em segredo de Justiça. O técnico acionou o clube cobrando obrigações trabalhistas, e a documentação revelou que o salário de Levir durante o tempo de contrato com o Tricolor era R$ 630 mil/mês. O caso já causou turbulência no Flu pelo fato de o clube ter deixado de comparecer a uma audiência. Uma funcionária do Jurídico foi demitida e a diretora do setor, Roberta Fernandes, levou advertência.” Papai Noel à vista.

O povo quer saber.
O Grêmio já pode preparar a entourage para a final da Libertadores?

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jr.malia@bol.com.br

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