José Trajano

José Trajano - ultrajano

Sejam bem-vindos ao Ultrajano!

Aqui tratamos preferencialmente de esportes, política, cultura geral e direitos humanos.

Somos uma plataforma de artigos de colunistas, reportagens, entrevistas, bate-papos, compartilhamento de notícia, dicas e principalmente programação ao vivo.

Tudo sob o comando de José Trajano, um dos mais respeitados jornalistas do Brasil.



Acompanhe:

A festa do prefeito

Postado por em 18/out/2017

Doria comendo com Tony Blair

Distraídos demais, hipotéticos e deslumbrados.

A perversão que consome, mata, a ilha.

Na área externa, um buffet de comidinhas alegrava os mais famintos e entre as opções estava o mil folhas de cogumelos selvagens, arroz rústico de pato e batata palha, salmão em crosta de pistache ao jus de laranjinhas kinkan e escalope de mignon com aspargos grelhados. De entrada, cestinhas crocantes de aspargos, pastéis de queijo com limão siciliano, spring rolls de cogumelos com amendoim e coco e mini ouriço de queijo ementhal com pistache. Tudo regado a Champagne, drinks feitos com gin e muito uísque. Leia Mais

Proibido: adultos

Postado por em 12/out/2017

Edvard Munch - Madona

O olhar pornográfico é do adulto. Quem suja a obra de arte é o olhar depravado da maioridade civil

Estudei em colégio de freiras.

Nos anos 90, esse colégio era considerado progressista.

Um dia, na aula de religião, irmã Salete levou um vídeo sobre aborto. Estávamos na quinta série, éramos meninas de 12 anos. Leia Mais

Gato asmático completamente nu, ou, toda nudez será castigada

Postado por em 05/out/2017

Gato gato

Por: Stanley Kubrick (excepcionalmente cobrindo a colunista Priscila Gontijo)

“Sem alma, não se chupa nem um Chicabon, não se cobra nem um arremesso lateral”

Nelson Rodrigues

 

Mais uma vez, é nós, parceiro.

Minha “dona”, “mãe”, escritora lúgubre ou que outro nome tenha, me pediu para quebrar o galho de novo e escrever a crônica desta semana do site Ultrajano. Ela está metida em uma Performance Poética intitulada: Esgotad@s_ duas palavras =  zero. Pois é: uma empreitada sorumbática da pós-graduação em literatura. Vai entender. Ela vai ficar nua. Ela vai ser censurada. Ela vai ser fichada e ter o nome espalhado em cartazes de: “Procura-se” com a foto do seu rosto de perfil e de frente. Só avisando. Vivemos em uma época de intimidação à liberdade de expressão. De intolerância, ódio e censura. Detesto delegacias, não vou ser cúmplice. Sou um gato. Leia Mais

Não fazer nada

Postado por em 27/set/2017

não fazer nada

Esse horário é uma promessa, uma estrada ao infinito. Tudo é possível às três da tarde, posso ser rainha às três para navegar às quatro e triunfar sobre os escombros da memória às cinco

“No combate entre você e o mundo, prefira o mundo”
Franz Kafka

A tirania da produtividade nos impede de ser atravessado por algo. Segundo Jorge Larrosa Bondía: “A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa, não o que acontece, ou o que toca. A cada dia se passam muitas coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece. A experiência é cada vez mais rara por excesso de trabalho.

O sujeito moderno é animado por portentosa mescla de otimismo, de progressismo e de agressividade: crê que pode fazer tudo o que se propõe (e se hoje não pode, algum dia poderá) e para isso não duvida em destruir tudo o que percebe como um obstáculo à sua onipotência. O sujeito moderno se relaciona com o acontecimento do ponto de vista da ação. Tudo é pretexto para sua atividade. Sempre está a se perguntar sobre o que pode fazer. Sempre está desejando fazer algo, produzir algo, regular algo.” Leia Mais

Gato gay

Postado por em 21/set/2017

Gato Gay Heteronormatividade

O que realmente precisa ser “curado”?
Eu sofria de uma normatividade compulsória que tentava me destruir. Ser gay foi justamente o fator que me livrou da real enfermidade: a heteronormatividade compulsiva.

Por motivo de força maior, o texto da coluna desta semana não pôde ser digitado pela colunista Priscila Gontijo e foi escrito por Kubrick, seu gato bissexual, transexual travesti, revisor incansável e repórter policial.

Na última sexta (15), o juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara Federal, liberou psicólogos a tratarem gays e lésbicas como doentes, podendo fazer terapias de “reversão sexual”, sem sofrerem qualquer tipo de censura por parte dos conselhos de classe. O magistrado argumentou “liberdade científica” para tomar a decisão. A medida é liminar e acata uma ação popular movida por profissionais que dizem acreditar na “cura gay”. A eventual decisão de mérito nessa ação representa um retrocesso social inaceitável. Para o Conselho Federal de Psicologia, terapias de reversão sexual representam “uma violação dos direitos humanos e não têm qualquer embasamento científico”. Leia Mais

Pra que serve a arte? Cartografias da diferença na arte brasileira

Postado por em 14/set/2017

O quadro deprimiu Dostoiévski, que se sentiu derrotado diante dele. Ana, sua esposa, grávida, não teve forças para olhar o quadro e foi para a outra sala. Quando voltou, quinze, vinte minutos depois, encontrou Dostoiévski ainda diante do quadro, como se estivesse preso. A expressão de seu rosto era de preocupação e susto, a mesma que ela viu, várias vezes, nos primeiros minutos de um ataque de epilepsia.

“Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós”, Franz Kafka

Kafka ficou diante de várias obras de Picasso, naturezas-mortas cubistas e alguns quadros pós-cubistas, quando visitava uma exposição de pintura francesa numa galeria de Praga. Na ocasião, estava acompanhado pelo jovem Gustav Janouch, escritor que deixou um dos mais relevantes depoimentos sobre o poeta tcheco — Conversas com Kafka. Janouch comentou que o pintor espanhol distorcia deliberadamente os seres e as coisas. Kafka respondeu que Picasso não pensava desse modo: “Ele apenas registra as deformidades que ainda não penetraram em nossa consciência”. Com uma pontaria de mestre, acrescentou que “a arte é um espelho que adianta, como um relógio, não as nossas formas, mas as nossas deformidades”.
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