José Trajano

José Trajano - ultrajano

Sejam bem-vindos ao Ultrajano!

Aqui tratamos preferencialmente de esportes, política, cultura geral e direitos humanos.

Somos uma plataforma de artigos de colunistas, reportagens, entrevistas, bate-papos, compartilhamento de notícia, dicas e principalmente programação ao vivo.

Tudo sob o comando de José Trajano, um dos mais respeitados jornalistas do Brasil.



Acompanhe:

A várzea e o menino do Haiti

Postado por em 17/out/2017

A varzea e o menino haitiano

Com a candura de um garoto que brinca de bola pela primeira vez na vida, o menino do Haiti sorria feliz da vida

Esnel joga bola…

São vários os caminhos da várzea pelos quais a crônica perambula.

Dias de sol, chuvas finas, garoas com gotas de orvalhos matinais e sonhos. Andanças regidas por sons de blues, rock, jazz e outros instrumentos de samba. Dos pés adornados por chuteiras coloridas e cadarços psicodélicos, saem as melhores histórias de toda uma humanidade que resiste. Leia Mais

A perna direita de Moalisson

Postado por em 10/out/2017

Dinamo de Mauá, Moalisson

Pequeno, rosto imberbe, magrinho. A camisa 11 do Dínamo bailava pelo seu corpo, era muito pano para aquele jovem menino

Conheci Moalisson em um dia de pouco sol.

Em um domingo cinza que se recusava categoricamente a ser de luz, fui enviado a Mauá para fazer um jogo pela Copa Amizade de Futebol de Várzea. Jogariam Dínamo de Mauá e Moleque Travesso, do Jardim Planalto de São Paulo, no campo do Juá. Leia Mais

Cenas de um domingo de final na várzea

Postado por em 03/out/2017

CENAS DE UM DOMINGO DE FINAL NA VÁRZEA

No entorno da fumaça escura lançada pelo sinalizador do menino na grade do campo do Piraporinha, jogadores como Camaronês, Jacaré, Juninhos e afins alcançavam o status de semideuses de uma Odisseia possível àqueles homens que antes disso tudo eram apenas comuns

Era um domingo de final na várzea na cidade…

Da janela do carro que ousava andar em velocidade proustiana, eu acompanhava as Gentes da várzea em sua peregrinação quase santa rumo ao Estádio Piraporinha em Diadema. Cheguei à cancha. Leia Mais

O torcedor, a arruda e os amores de alambrado

Postado por em 26/set/2017

De rosto colado no alambrado, o torcedor de várzea torce. Sonha amiúde, de maneira curta, por um átimo de encanto. Torce para algo que se aproxima de uma divindade, a divindade que lhe é possível

“Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo…”

Tudo bem, eu sei que quando Caio Fernando Abreu escreveu isso, nem de longe passou pela sua cabeça, pelo seu uísque, pela sua echarpe chique e pela sua mais linda e devassa intenção falar de futebol. Quiçá de futebol de várzea que o amigo Poeta não devia ter a mais remota ideia do que fosse. Leia Mais

Estranhos atratores e a ocupação Povo Sem Medo em São Bernardo

Postado por em 21/set/2017

estranhos atratores e a ocupação povo sem medo em São Beernardo

Quando cheguei na ocupação, pensava em como resolver isso, não vendo muita solução. Após falar com Carlos, Luzia e Daniel, depois de ver a força de suas convicções, passo a ter alguma esperança

Aqui em Estranhos Atratores, vamos sim falar da Ocupação Povo Sem Medo, do MTST em São Bernardo.

Esta história será contada a partir do sorriso pleno de Dona Luzia, 58 anos, coordenadora da cozinha comunitária da ocupação do MTST Povo Sem Medo. Passará pelo brilho nos olhos de Carlos, 60 anos de idade, outros tantos de lutas. Estará ao lado de Daniel, 37 anos, em sua subida na barra, pelo terreno íngreme da ocupação, com um galão de água em uma mão e outras tantas tábuas na outra.

A matéria a seguir falará das vidas que estão dentro da luta por moradia, porque, para além de questões meramente Guttenberguianas, nos interessam as vidas todas. Leia Mais

A bicuda de Tinuca e as pizzas da Mafaldinha

Postado por em 19/set/2017

A bicuda de Tinuca e as pizzas da Mafaldinha

Os times, talvez sabedores dos encantos lá das pizzas do prêmio, corriam e se esforçavam com uma dignidade inexorável. Eram homens atrás de réquiens de glórias curtas que a várzea pode dar

Em um sábado à tarde de algum sol, decidi ir até o campo do São Paulinho do meu Parque Novo Oratório.

Fiquei sabendo que ali haveria  a final de um torneio,  a “Copa Pacotão”, que, perguntando aqui e ali, descobri tratar-se do nome do patrono do torneio, um empresário dono de um boteco nas quebradas do Parque São Rafael, que era o incentivador da coisa toda. Leia Mais